A vidente se concentra, fecha os olhos e fala: - Vejo o senhor passando em uma avenida, em carro aberto, e uma imensa multidão acenando… Lula sorri e pergunta: - Essa multidão está feliz? - Sim, feliz como nunca! - E eles estão correndo atrás do carro? - Sim, por toda a volta do carro. Os batedores estão tendo dificuldades em abrir caminho. - Eles carregam bandeiras? - Sim, bandeiras do Brasil, e faixas com palavras de esperança e de um futuro muito melhor… - Eles gritam, cantam? - Gritam frases de esperança “Agora sim!!! Agora vai melhorar!!!” - E eu, como estou reagindo? - Não dá pra ver. - E por que não? - Porque o caixão está lacrado…
Duas pulgas (ou melhor, pulgos, porque eles eram muito machos) conversavam:
— Essa noite quase morri de frio, cara! — diz o primeiro.
— Você dormiu aonde? — perguntou o amigo.
— Dormi no bigode de um motoqueiro!
— Você é doido, cara? Os motoqueiros vivem zanzando por aí e quem sofre é você que fica com o vento batendo na cara!
— Pois é! Nem me fala...
— Quer um lugar legal pra você dormir? Procura uma mulher de saia, sobe na perna dela e vai reto toda vida! Você vai chegar numa floresta quentinha, aí é só se esconder e dormir, sossegado!
Empolgadíssimo, o pulgo logo encontrou uma mulher de saia e seguiu as recomendações do amigo.
Uma semana depois eles se reencontram:
— E aí, cara? Fez o que eu te falei?
— Você tava me sacaneando, né? — esbravejou o pulgo friorento, partindo pra cima do amigo.
— Calma, cara! O que aconteceu? Não achou a floresta quentinha?
— Achar eu achei! Mas eu tava dormindo sossegado e começou uma confusão danada! Fui tão chacoalhado que fiquei tonto e, quando dei por mim, tava de novo no bigode do motoqueiro!
Certo dia um padre de uma pequena cidadezinha vinha andando pela rua quando olhou para cima de uma árvore e viu uma menina de aproximadamente 12 anos, num galho lá no alto, de saia, sem calcinha e falou: — Ô minha filha não faça isso, é muito feio! Desça dessa árvore e tome 20 reais. Vá comprar uma calcinha...
A menina então desceu pegou o dinheiro e, chegando em casa, contou tudo para a mãe.
A mãe ouviu e, como estava na maior dureza, resolveu no outro dia subir na mesma árvore, de saia, também sem calcinha e ficar esperando o padre.
Como de costume, o padre passou novamente, olhou para cima e disse: — Ô minha senhora não faça isso que é muito feio! Desça dessa árvore, tome 2 reais e vá comprar um prestobarba...